Especialistas do TSE e do MCTI inspecionam produção de novas urnas na Bahia

Procedimento faz parte das ações da Justiça Eleitoral para assegurar qualidade na fabricação dos equipamentos

Especialistas do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), encerraram nesta quarta-feira (10), em Ilhéus (BA), a primeira etapa de inspeção do processo de fabricação das novas urnas eletrônicas, modelo UE 2022. A verificação, que é acompanhada pela Coordenadoria de Tecnologia Eleitoral (Cotel) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), faz parte de uma parceria que visa a fiscalização, o aprimoramento e a garantia da qualidade na produção do equipamento que será utilizado nas próximas eleições.

Segundo o coordenador do projeto realizado pela parceria entre o CTI e o TSE para hardwares da urna eletrônica, Marcos Pimentel, o procedimento, feito há anos, tem o objetivo principal de verificar se tudo está sendo entregue conforme o Edital TSE nº 3/2021.

“A gente vem até a fábrica para fazer uma inspeção de qualidade da montagem da urna, pois, apesar de ser um produto extremamente moderno, seguro e muito inovador, se você não montar o equipamento com cuidados devidos, pode provocar algum tipo de problema no futuro. A gente vem inspecionar passo a passo a fabricação da urna e, dessa forma, verificar a qualidade e a confiabilidade do processo”, explica Pimentel.

O coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, afirma que o trabalho de inspeção é feito durante todas as fases de produção da urna, que pode durar mais de um ano. Segundo ele, o grupo de trabalho e pesquisa do CTI tem credibilidade na qualificação de produtos eletrônicos no país, com mais de 25 anos de experiência e credenciamento do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para realizar a atividade.

De acordo com Azevedo, a inspeção feita pela equipe do CTI vem para auxiliar no acompanhamento dos testes laboratoriais e na verificação da qualidade no processo de produção pela fábrica. “O TSE exige várias normas internacionais, que representam as melhores práticas de produção de equipamento eletrônico, e, ao longo de vários anos, o CTI nos ajudou a evoluir na criação de regras, colocadas em edital, para que sejam cumpridas pela empresa na licitação e na execução do serviço”, complementa o coordenador.

Inspeção na fabricação das novas urnas em Ilhéus (BA) 10.05.2023 - Foto: Divulgação/TSE

O lote inicial de produção das novas urnas é de 300 unidades, que serão fabricadas durante o mês de maio. A previsão é de que sejam produzidos 219.998 equipamentos até fevereiro do ano que vem, para serem utilizados nas Eleições 2024. Esta será a segunda maior produção da história, ficando atrás apenas das 225 mil urnas UE 2020, fabricadas para as Eleições 2022.

A urna eletrônica tem uma vida útil de 10 anos (aproximadamente seis eleições). Para o próximo pleito, a Justiça Eleitoral terá não só as novas urnas, mas também as de modelos 2020, 2015, 2013 e, eventualmente, 2011. Os equipamentos de 2009 e de 2010 provavelmente serão descartados. As duas últimas grandes produções (UE 2020 e UE 2022) visam, além de modernizar o sistema, substituir os aparelhos que não serão mais utilizados.

TP/LC, DM

Inspeção na fabricação das novas urnas em Ilhéus (BA) 10.05.2023 - Foto: Divulgação/TSE

 

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Fonte
TSE

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