Equoterapia gratuita passa a fazer parte das atividades do Paraesporte, em Campos

A prática terapêutica volta a ser disponibilizada no dia 11, na Universidade Estadual do Norte Fluminense

O Paraesporte, maior projeto socio-esportivo do país, voltado para pessoas com deficiência física, estará de volta na quinta-feira (11), das 8h às 12h, e das 13h30 às 17h30, com as atividades gratuitas de equoterapia, em Campos dos Goytacazes. O Paraesporte oferece outras modalidades e atende a cerca de 300 alunos. O idealizador do projeto é o ex- atleta da seleção brasileira de natação Raphael Thuin, que criou o projeto há 13 anos. Em Campos, as atividades do Paraesporte existem há sete anos.

Inicialmente, o atendimento de equoterapia vai atender a 42 pessoas, com idades variadas, e que precisam do tratamento para melhorar sua qualidade de vida. “Estudos mostram a eficiência dos atendimentos com cavalo para melhorar a postura, equilíbrio, entre outros benefícios”, explicou o coordenador do Paraesporte, Fábio Coboski.

O trabalho contará com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, fisioterapeutas e professores de educação física, devidamente qualificada para exercer o atendimento de equoterapia:

“Nesta primeira fase, contaremos com dois cavalos que foram avaliados e vacinados por veterinários. O Paraesporte já tem previsão de obter mais um cavalo, visando ampliar o número de atendimento”, explicou Raphael Thuin.

Melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência física tem sido um dos maiores desafios no atendimento gratuito às famílias. O reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Raul Palacio, abraçou a causa, cedendo o espaço da Uenf em 2021, para que o trabalho não fosse paralisado definitivamente por falta de recursos públicos.

Mais de 300 alunos frequentam as aulas de iniciação desportiva, natação, futebol, futsal, vôlei de praia e dança. O Paraesporte também atende as mães ou responsáveis com aulas de dança e hidroginástica. O atendimento acontece de terça a sexta-feira das 8h às 17h30. Neste ano, os alunos passaram a contar com refeições oferecidas no Restaurante da Universidade.

A coordenadora do programa é a psicóloga Marcelle Lacerda. Ela destacou que a equoterapia é um método terapêutico e educacional, realizado por equipe interdisciplinar que tem o cavalo como principal agente promotor físico, cognitivo, emocional e social:

“A equoterapia tem a possibilidade de poder ser realizada em ambientes ao ar livre, o que é um diferencial diante de outras terapias realizadas em outros settings terapêuticos. Favorece o ganho da autonomia e da qualidade de vida do praticante, a partir do momento que quem está em cima do cavalo é protagonista do seu tratamento”, avalia.

Alessandra Terra é mãe da pequena Eloá Vitória Oliveira Silva, 3 anos, que tem síndrome de Down. Ela está ansiosa para o primeiro dia de atendimento na equoterapia com sua filha. “Eloá já faz natação no Paraesporte e já percebemos a evolução. Agora, com a equoterapia, a nossa expectativa é de melhorar ainda mais a sua coordenação motora, equilíbrio e desenvolvimento. Serão 30 minutos de muita importância neste processo de melhorias de minha caçula”, declarou.

A ansiedade de Adriana Pedro, mãe de Lucas Alexandre Pedro de Souza, 12 anos , que tem paralisia cerebral, autismo e deficiência auditiva e visual não é diferente. ” Tenho lido muito sobre os benefícios que a equoterapia poderá trazer para meu filho. Como não temos condições financeiras de custear particular, integrar essa equipe será um sonho realizado”, conclui.

Fonte: Ascom

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JORNAL TERCEIRA VIA

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