Vitrais, salões e símbolos: visita guiada passeia pela arquitetura do Museu da Justiça

De que forma um prédio pode contar um pouco da história do Brasil? Construído para ser um Tribunal da Corte de Apelação em 1926, ainda no período da Primeira República, o Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro pode nos ajudar a responder essa pergunta. Nesta terça-feira, 13 de outubro, um grupo de visitantes participou da visita intitulada “Desvendando a Arquitetura do Museu da Justiça”, percorrendo seus belos salões, vitrais e recursos visuais que ajudam a resgatar a memória do país e do Poder Judiciário.

Guiado pela historiadora Lydia de Carvalho Coelho, o passeio explorou os elementos artísticos e arquitetônicos do antigo Palácio da Justiça, que completará 100 anos de sua inauguração no mês de novembro. Com estilo eclético, a construção foi pensada como objeto de legitimação da República e dos seus espaços de poder diante da sociedade.

“O prédio foi pensado da mesma maneira que uma série de outras construções que vão representar instituições de poder do período, para que ele diga às pessoas que vão estar trabalhando ou passando por aqui qual é a sua função. Então, ele vai ter uma série de elementos e recursos visuais para lembrar constantemente como ele funciona e, principalmente, como a Justiça quer ser vista para a população no início do século XX”, explicou a historiadora.

O passeio percorreu espaços como o Salão dos Passos Perdidos, onde as partes se reuniam antes de chegar até o antigo Tribunal do Júri, que recebeu sessões de julgamento até 2009. Outros destaques da visita foram o Tribunal Pleno e o Salão dos Espelhos, local em que eram realizadas exposições culturais antes mesmo da transformação do edifício em Museu.

Entre os participantes, havia quem fazia o passeio pela primeira vez e quem já o conhecia. Servidora do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que também completa 100 anos em 2026, Maria Cristina Werneck contou que participa dos eventos do Museu da Justiça sempre que encontra um espaço na agenda.

                                                    Grupo percorreu espaços como o Salão dos Passos Perdidos e o antigo Tribunal do Júri

“É a segunda vez que eu faço essa visita. Sou apaixonada pelos vitrais, pelos tetos e pelos pisos, por tudo que esse prédio conta em termos de história”, afirmou.

Já Ângela Maria, guia de turismo e psicóloga, ficou encantada com a preservação do espaço e com a simbologia de sua arquitetura. Ela demonstrou interesse em trazer grupos para conhecer o Museu da Justiça.

“Chamou minha atenção a simbologia. Como sou psicóloga, as imagens trazem outra sintonia e energia. Foi maravilhoso e toda a equipe é muito bem-preparada e trabalha com muito entusiasmo”, concluiu.

PB/IA

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ

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TJRJ

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