Museu da Justiça recebe o lançamento do livro “Joel, o Contador de Histórias”

“Joel via na literatura uma forma superior de conhecimento, capaz de ir além da sociologia, da psicologia e, inclusive, da história para o entendimento da nossa realidade social”. Emocionada, a viúva de Joel Rufino, Teresa Garbayo dos Santos, utilizou essas palavras para definir a relação entre ele e os livros que escreveu. Nesta quarta-feira, 6 de maio, o escritor, historiador e pioneiro na luta antirracista foi eternizado como personagem do livro infantil Joel, o Contador de Histórias, lançado durante uma roda de conversa no Museu da Justiça.

O bate-papo contou com a presença da autora Cintia Barreto, doutora em Literatura Brasileira e ex-aluna de Joel Rufino. Ao falar sobre o livro, reforçou a presença marcante da literatura infantojuvenil em sua obra e ressaltou que, como personagem, Joel servirá como inspiração para as crianças.

“Quando comecei a produzir literatura para crianças, sempre quis transformar o Joel num personagem, porque ele era um homem negro com uma infância muito bucólica na periferia do Rio e poderia representar muitas crianças no subúrbio. E pensei que mostrar isso ajudaria essas crianças a enxergarem que podem ser tudo que ele foi: diretor de altos cargos públicos, historiador, ativista, dramaturgo e professor. Ele fez a luta em todas as instâncias que a gente pode imaginar.”

A narrativa mostra Joel quando era criança, ouvindo histórias de sua avó e ganhando livros e revistas em quadrinhos de seu pai, guardados em uma caixa como tesouro. A partir daí, sua criatividade é despertada e o pequeno Joel se torna um contador de histórias para mostrar a forma que enxerga o mundo ao seu redor.

A roda de conversa também teve participação de Mariana Warth, jornalista e editora do livro. Para ela,  Joel, o Contador de Histórias é uma produção que respeita a grandeza da literatura infantil.

“Fazer literatura para crianças não é diminuir a complexidade do mundo, não é empobrecer a linguagem, não é oferecer um conteúdo menor. Por isso, esse livro é tão importante: ele respeita o leitor infantil e entende que temas como memória, racismo, ancestralidade e cidadania não são grandes demais para a infância, são essenciais para ela.”

Também fizeram parte do debate o museólogo Maximiliano de Souza, que atua na gestão de preservação e conservação do acervo do Museu, e o historiador Giuliano de Miranda Junior, que atuou na curadoria da exposição “Entre histórias e utopias: o legado de Joel Rufino”, que ficará em cartaz no Museu da Justiça até a próxima sexta-feira, dia 8 de maio.

PB*/ FS

*Estagiário sob supervisão

Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ

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TJRJ

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