Juiz apresenta livro “Histórias que os bichos gostam de contar” para crianças no Centro Cultural

“É fundamental que as pessoas tenham interesse pela leitura e por compreender melhor o mundo, e isso se desenvolve basicamente na infância. É um conceito que devemos conseguir incutir nas crianças para que elas possam ver o mundo melhor, mais colorido.”

Essa foi a mensagem que o juiz Luiz Eduardo de Castro Neves, titular da 21ª Vara Cível da Capital, deixou no segundo dia da sessão de contação de histórias “Doce de Letras”. O encontro, realizado nesta quarta-feira, 14 de outubro, no Espaço Cultura na Justiça, encerrou a programação da parceria entre o Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECECRJ) em comemoração ao Dia das Crianças.

A atividade reuniu narrativas e cantigas infantojuvenis interpretadas pelo contador de histórias Felipe Lacerda. Ele compartilhou com o público, formado por crianças de projetos educacionais de Duque de Caxias, obras como “Um pipi choveu aqui”, de Sylvia Orthof, “O Rei da Fome”, de Marilda Castanha e a canção “A História de Tatê Calanquê Catacan Quixilá Calanquê”, de Bia Bedran.

 

                   Felipe Lacerda começou a contar histórias no Programa de leitura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

Em seguida, o magistrado Luiz Eduardo leu trechos do livro de sua autoria, “Histórias que os bichos gostam de contar”. O juiz explicou que sua inspiração para a realização da obra veio a partir de uma causa pessoal.

“Fiz esse livro para a minha filha, quando ela tinha 8 ou 9 anos e estava com dificuldade de entender os textos. Escrevi algumas histórias com bichos e deixava para ela ler todos os dias, com perguntas, para depois verificar se tinha compreendido”, destacou.

Luiz Eduardo Neves entende que o texto deve ser sempre o começo de uma conversa. A partir dessa ideia, ele buscou utilizar os contos protagonizados por animais para provocar reflexões sobre a sociedade. As histórias vão de Geraldo, o dragão que cuspia água, a um casal de sapos que discutia sobre a fama de não lavar o pé.

A sessão terminou com uma gincana de adivinhas, perguntas e respostas em que os prêmios eram livros infantojuvenis, presentes do CCPJ de Dia das Crianças.

Incentivo à leitura desde a infância 

A pequena Agatha Sofia, de 7 anos, foi uma das crianças que participaram da ação. Entre as dinâmicas realizadas, a preferida da menina foi a contação de histórias, pois é uma das atividades que ela costuma fazer em seu tempo livre. “Gosto de desenhar, brincar de boneca, me maquiar e ler”, contou.

DA*/IA

*Estagiário sob supervisão

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ

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Fonte
TJRJ

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