Inovação, gestão e políticas judiciárias trazem mais eficiência ao STF

Gestão do ministro Fachin busca tornar o Judiciário mais preparado para novos desafios

A gestão do ministro Edson Fachin à frente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que completa um ano nesta terça-feira (29), também pode ser analisada pelo aspecto administrativo. Modernização de estruturas, ampliação do uso de tecnologia, aprimoramento da gestão processual e fortalecimento de políticas judiciárias integram uma agenda voltada a responder a desafios cada vez mais complexos. No primeiro ano, inovação, segurança, uso estratégico de dados e articulação institucional estiveram entre as principais frentes de atuação.

Série especial

Esta é a segunda matéria da série de três produzidas pela Secretaria de Comunicação Social do STF sobre o primeiro ano de gestão do ministro Edson Fachin na Presidência da Corte.

Modernização do STF

A transformação digital está entre os eixos da gestão. A incorporação de novas tecnologias e sistemas busca tornar os fluxos de trabalho mais ágeis, seguros e integrados e ampliar a capacidade do Tribunal de lidar com um volume crescente de informações.

Nesse processo, ganharam espaço iniciativas de inteligência artificial, automação e modernização da infraestrutura tecnológica, acompanhadas de investimentos em segurança de dados e sistemas.

Um dos conceitos incorporados à estratégia de segurança foi o Zero Trust, modelo baseado no princípio de que nenhum acesso deve ser considerado automaticamente confiável. A abordagem reforça mecanismos de autenticação, controle de acesso e proteção das informações, em um cenário no qual a segurança cibernética se tornou parte essencial da atividade jurisdicional.

A proposta é estruturar um STF mais digital e automatizado, capaz de incorporar tecnologias emergentes sem deixar de lado a proteção de dados e a segurança institucional.

Gestão processual

A busca por eficiência também alcançou a gestão dos processos. Entre as frentes de atuação está a redução do estoque de liminares pendentes, com medidas para agilizar a tramitação e a análise das demandas.

A gestão Fachin deu continuidade às mudanças regimentais iniciadas em 2022 relativas às decisões monocráticas. Desde então, o número de medidas cautelares concedidas individualmente caiu mais de 70%.

Outro aspecto foi o fortalecimento da colegialidade, com maior participação do Plenário e das Turmas no julgamento dos processos. Uma norma interna da Corte determina que cautelares concedidas individualmente em situações de urgência sejam submetidas rapidamente ao colegiado, preferencialmente em ambiente virtual. A regra preserva a autonomia dos relatores para decidir casos urgentes, mas amplia a participação dos demais ministros nas decisões.

Políticas judiciárias

A agenda de eficiência também se estendeu às políticas coordenadas pelo CNJ. Nesse campo, a gestão buscou fortalecer iniciativas de alcance nacional que dependem da articulação entre diferentes órgãos e instâncias do Judiciário.

No que diz respeito à produtividade, entre janeiro e março de 2026 foram distribuídos 7,7 milhões de processos e julgados mais de 7,3 milhões de casos na Justiça em todo o país. Segundo o ministro Fachin, esses números demonstram o esforço contínuo de magistrados e servidores para oferecer respostas céleres e efetivas à sociedade.

Direitos das mulheres

Também no CNJ, a gestão fortaleceu a atuação do Judiciário na promoção dos direitos das mulheres. Entre as principais ações estão a participação do CNJ no Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e o Observatório Nacional de Direitos Humanos do Poder Judiciário, que passou a contar com estrutura específica para acompanhar a violência contra mulheres e meninas. Também se incluem nessa frente medidas de incentivo à liderança e à participação feminina nos espaços de decisão do Poder Judiciário.

Cooperação contra o crime organizado

No enfrentamento ao crime organizado, destacam-se iniciativas de especialização e cooperação entre magistrados e instituições. A Rede Nacional de Magistrados e o fortalecimento de varas especializadas integram esse esforço, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e criminalidade organizada.

A estratégia busca ampliar a capacidade do Judiciário de enfrentar estruturas criminosas complexas, que ultrapassam fronteiras e exigem conhecimento especializado, compartilhamento de informações e atuação coordenada.

Integração na área da saúde

A gestão também aprimorou a atuação do Judiciário na área da saúde. O STF lançou uma cartilha para orientar a aplicação dos parâmetros estabelecidos no julgamento dos Temas 6, 500 e 1.234 de repercussão geral, que tratam do fornecimento de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Plataforma Nacional da Saúde e o JudSaúde integram esse esforço. As iniciativas organizam informações, apoiam decisões e aproximam os diferentes atores envolvidos. O uso de plataformas e dados pode reduzir a fragmentação das informações e auxiliar os magistrados na análise de demandas relacionadas às políticas públicas de saúde.

(Edilene Cordeiro//CF)

O NABALANCANF APENAS REPOSTA A NOTÍCIA QUE SE FEZ PÚBLICA SEM TECER QUALQUER COMENTÁRIO A RESPEITO DA MATÉRIA OU SE RESPONSABILIZAR PELA MESMA. TEM O CUNHO MERAMENTE INFORMATIVO.
Fonte
STF

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 + 13 =

Especialista

Olá! você têm alguma dúvida?