Do que necessitamos para estar bem neste grupo? Essa pergunta conduziu o “contrato de convivência” feito pela professora e psicóloga Naura dos Santos Americano, nesta sexta-feira (18/9), na aula de abertura de mais uma edição do curso “Gestores contra o Assédio e a Discriminação: Práticas de Comunicação Não Violenta e Estratégias de Prevenção” do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A capacitação é promovida pela Escola de Mediação do Estado do Rio de Janeiro (Emedi), pelos Comitês de Promoção da Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação (Cogens-1º e 2º Graus), pelo Núcleo de Atenção e Promoção à Justiça Social (Napjus) e pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).
“Educação”, “empatia” e “gentileza” foram algumas das respostas dadas pelos alunos do curso, servidores com alguns anos de experiência em diversos setores e secretarias do TJRJ. As atividades também abordam a comunicação não violenta como ferramenta para relações profissionais mais colaborativas e alinhadas aos valores institucionais. Participaram da abertura o presidente do Cogen de 1º Grau, desembargador Wagner Cinelli, e a presidente do Cogen de 2º Grau, desembargadora Patrícia Serra.
Cultura de acolhimento
O desembargador Wagner Cinelli ressaltou que o investimento dos Cogens e do TJRJ deve priorizar a prevenção e a conscientização. “Sabemos como é difícil para alguém que vivencia uma situação difícil ter a coragem de bater na porta e de acreditar na instituição que vai ter um acolhimento. O que a pessoa quer é uma fala terapêutica e uma escuta terapêutica”, completou.
A presidente do Cogen de 2º Grau, desembargadora Patrícia Serra, destacou que o curso reforça a capacitação, a escuta qualificada e o incentivo à cultura de acolhimento. “Esse é um tema bastante abrangente e nós queremos que todos os alunos tenham essa cultura de uma escuta qualificada, de acolhimento, por isso a importância desse curso e de toda a dinâmica feita”, afirmou.
Comunicação não violenta
Atuando há 20 anos como psicóloga no Tribunal de Justiça, Naura dos Santos Americano destacou que a comunicação entre as pessoas está permeada pela violência e explicou o método de comunicação não violenta do psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg. A professora afirmou que as aulas vão estimular o pensamento reflexivo, sem deixar de transmitir novas informações.
“Como é que a gente pode utilizar a comunicação não violenta até como uma forma de prevenir na nossa comunicação uma conduta abusiva, qualquer tipo de conflito que possa ser interpretado dessa forma”, disse.
Com carga horária de 15 horas, o curso é composto por cinco encontros presenciais, das 15h às 18h, com encerramento previsto para outubro.
Psicóloga Naura dos Santos Americano destacou que a comunicação entre as pessoas está permeada pela violência
VS/SF
Fotos: Nanda Moraes/ TJRJ