TRF5 REÚNE REPRESENTANTES DE DIFERENTES RELIGIÕES PARA CELEBRAR O NATAL

Um encontro ecumênico reuniu, na tarde desta terça-feira (12/12), na Sala Capibaribe, no edifício-sede do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, representantes de várias religiões para uma confraternização e reflexão sobre o período natalino, a partir da perspectiva de cada uma delas.

O primeiro a falar foi o coordenador da Federação Israelita de Pernambuco, Jader Tachlitsky, que salientou que a festa cristã comemora o nascimento, há cerca de 2 mil anos, de um judeu chamado Jesus e que o Judaísmo se caracteriza pela rejeição da tragédia em nome da esperança. Ele lembrou ainda que, nesta mesma época, os judeus comemoram o Hanucá, também conhecido como o Festival das Luzes.

Em seguida, o pastor da 4ª Igreja Batista Betel de Caruaru, Augusto Lopes, lembrou que o que é pregado pelas religiões deve ser posto em prática no dia a dia das pessoas, citando um trecho da Bíblia que questiona a fé sem obras e encerrando a fala com uma oração. A representante da Sociedade Internacional para a Consciência Krishna, Vishnupriya Devi Dasi, por sua vez, disse acreditar que, por misericórdia, o divino se manifesta de várias formas, dando a oportunidade de todos o conhecerem. Ela citou o livro sagrado de sua religião, o Bhagavad Gita, e finalizou a fala entoando mantras sagrados.

Dando continuidade ao encontro, a sacerdotisa do Ilê Axé Ibêaó e coordenadora da Caminhada dos Terreiros de Pernambuco, Mãe Elza de Yemojá, falou da felicidade de estar de volta ao Tribunal e ressaltou o trabalho da Corte, lembrando o racismo e o preconceito a que as religiões de matriz africana são submetidas. “O que acontece hoje aqui deve ser copiado por outras instituições. São mais de três mil religiões no mundo, não dá para conceber que só a minha é a certa. Para nós, Deus é festa”, lembrou. Ao final, Mãe Elza entoou cânticos religiosos.

O desembargador federal e diácono permanente da Diocese de Nazaré, Edvaldo Batista, destacou, em sua fala, que o Natal é uma festa que fala do amor de Deus. Ele lembrou ainda que a Constituição Federal garante a todos a liberdade de crença e que devemos procurar nas religiões o que nos une, convivendo com tolerância e respeito a todas as crenças religiosas.

Representando a Doutrina Espírita, o servidor do Tribunal e palestrante da Casa dos Espíritos de Pernambuco, Fábio Araújo, citou o trecho do Evangelho que fala sobre a parábola do bom samaritano, fazendo uma analogia com a máxima do espiritismo que diz que “fora da caridade, não há salvação”. O encontro foi encerrado com a celebração da palavra, realizada pelo desembargador federal Edvaldo Batista.

 

Por: Divisão de Comunicação Social TRF5
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TRF5

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