Reforço contra a Covid-19 aumenta durabilidade de resposta de anticorpos, diz estudo

Pesquisa identificou que níveis de anticorpos após o esquema inicial de vacinação e o reforço foram semelhantes, mas os anticorpos permaneceram por mais tempo em pessoas que receberam o reforço

Mais de 68 milhões de brasileiros deixaram de receber a primeira dose de reforço da vacina contra a Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde obtidos pela CNN. De acordo com a pasta, 19,3 milhões de brasileiros não completaram o esquema vacinal, tendo recebido apenas a primeira dose, e não estão completamente protegidos.

Uma pesquisa da Escola de Medicina da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, destaca os benefícios da dose de reforço contra a doença. As descobertas mostram como os reforços de vacinas de RNA mensageiro, como a da Pfizer e da Moderna, afetam a durabilidade dos anticorpos no organismo.

De acordo com os pesquisadores, um reforço induz anticorpos mais duradouros até mesmo entre aqueles que se recuperaram de uma infecção por Covid-19.

“Esses resultados se encaixam com outros relatórios recentes e indicam que as doses de reforço aumentam a durabilidade dos anticorpos induzidos pela vacina”, disse o pesquisador Jeffrey Wilson, da Divisão de Asma, Alergia e Imunologia da UVA Health.

Rastreamento de anticorpos

Os cientistas analisaram os níveis de anticorpos após um reforço em 117 funcionários voluntários da UVA e compararam esses resultados com os níveis observados em 228 voluntários após a série de vacinação primária.

Os níveis de anticorpos de uma semana a 31 dias após a série primária e o reforço foram semelhantes, mas os anticorpos reforçados permaneceram por mais tempo, independentemente de a pessoa ter tido Covid-19 ou não.

“Nosso pensamento inicial era que os reforços levariam a níveis mais altos de anticorpos do que a série de vacinas primárias, mas não foi isso que descobrimos”, disse o pesquisador Samuel Ailsworth, primeiro autor de um novo artigo científico descrevendo as descobertas. “Em vez disso, descobrimos que o reforço levou a anticorpos mais duradouros”.

Os níveis de anticorpos diminuem naturalmente ao longo do tempo após uma infecção ou após a vacinação, mas acredita-se que níveis mais altos sejam mais protetores. Assim, espera-se que anticorpos mais duradouros forneçam imunidade mais sustentada contra a doença grave.

Os pesquisadores descobriram que os anticorpos gerados pelo reforço da Moderna mostraram-se mais duradouros do que os gerados pelo reforço com a Pfizer. Os níveis de anticorpos da Moderna excederam os da Pfizer em cinco meses, o fim do período do estudo.

Embora as descobertas tenham sido estatisticamente significativas, Wilson observa que ambos os reforços da vacina de RNA mensageiro fornecem níveis aprimorados e bastante semelhantes de proteção contra a Covid-19 em grandes estudos epidemiológicos publicados recentemente.

Os pesquisadores norte-americanos também avaliaram o efeito da infecção pelo coronavírus nos níveis de anticorpos. Os resultados apontam que uma maior durabilidade observada após o reforço não foi explicada pela imunidade híbrida, ou seja, pela infecção combinada à vacinação.

Em estudos anteriores, os especialistas verificaram que, após a série de vacinação primária, os anticorpos gerados pela vacina da Pfizer aumentaram mais lentamente e diminuíram mais rapidamente do que os gerados pela vacina Moderna.

Esse estudo também apontou que os receptores mais velhos da vacina da Pfizer geraram menos anticorpos do que os receptores mais jovens – mas esse não foi o caso da Moderna, onde a idade não parecia ser um fator.

Nos resultados mais recentes, os receptores de reforço mais jovens inicialmente geraram mais anticorpos do que os receptores mais velhos, mas essa diferença desapareceu com o tempo.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Annals of Allergy, Asthma & Immunology.

 

O NABALANCANF APENAS REPOSTA A NOTÍCIA QUE SE FEZ PÚBLICA SEM TECER QUALQUER COMENTÁRIO A RESPEITO DA MATÉRIA OU SE RESPONSABILIZAR PELA MESMA. TEM O CUNHO MERAMENTE INFORMATIVO.
Via
Lucas Rocha da CNN em São Paulo
Fonte
CNN BRASIL

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