Papel da Revolução Haitiana para os direitos humanos é tema de curso de letramento racial

Palestra foi ministrada pelo professor do IDP Marcos Vinícius Lustosa Queiroz

Uma análise de trechos das Constituições do Haiti, no contexto dos Direitos Humanos, em um cenário pós-revolucionário, foi a abordagem da aula extra do curso “Letramento Racial: reeducar para  construir”, ministrada nesta quarta-feira (18) por Marcos Vinícius Lustosa Queiroz, professor do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e doutorando em Direito pela Universidade de Brasília.

Exemplo

Marcos Queiroz

O convidado da aula e autor do livro “Constitucionalismo Brasileiro e o Atlântico Negro: a experiência constituinte de 1823, diante da Revolução Haitiana” retratou a relação entre a ideologia da democracia racial e o constitucionalismo na formação sociocultural dos países latino-americanos. “Depois de 13 anos de conflitos, a Declaração de Independência, capitaneada por Jean Jacques Dessalines, selou o fim da exploração imposta pela burguesia francesa. Um presente a toda humanidade”, destacou.

Marcos Queiroz ressaltou ainda que a Revolução Haitiana foi fonte de inspiração para que países como o Brasil lutassem pela sonhada liberdade. “O movimento provocou pânico entre as elites escravocratas de toda a América e a Europa. A cada 11 haitianos, 10 eram escravos, submetidos a tratamento degradante, até que ecoou para o mundo o grito pela verdadeira igualdade e por direitos fundamentais. O movimento haitiano superou a própria Revolução Francesa”, afirmou.

Cinismo

Raíssa Roussenq Alves

A pesquisadora e doutoranda Raíssa Roussenq Alves salientou que trazer à tona a história da Revolução Haitiana escancara a violência do mundo colonial e o cinismo como o trabalho escravo é tratado, inclusive, no meio acadêmico. “Durante muito tempo, a academia tratou o tema como questão extrajurídica, um detalhe, e não como um ponto essencial nesse debate. O direito digno ao trabalho não tem a ver somente com a revolução industrial inglesa. É fundamental que entendamos a realidade, que as feridas de quem é explorado sejam expostas”, alerta.

(Mércia Maciel/JS/CF)

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TST

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