Mauro Silva: “Futuro promissor para a economia”

Secretário quer debater o desenvolvimento de Campos dos Goytacazes com toda a sociedade

Ele é jornalista e advogado por formação, mas seu currículo empilha cargos relevantes, tanto no setor público quanto no privado, o que o credencia a qualquer grande desafio. Mauro Silva, que também já foi vereador em Campos, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, uma das pastas mais estratégicas do Executivo municipal. E, como a pasta é estratégica, ele assume com o propósito de fomentar a economia.

Mauro diz que pretende promover um amplo debate com a sociedade civil, classe política, setor produtivo e instituições de ensino superior, para estabelecer um norte de ações, objetivando, entre outras coisas, atrair mais empresas para o município. Segundo ele, Campos reúne as condições para se tornar protagonista no segmento de óleo e gás, ao lado de Macaé.

Quer, ainda, atrair recursos de Brasília focando em projetos importantes para alavancar a economia. O secretário confirmou a manutenção dos créditos para os microempreendedores, que já beneficiaram 593 projetos liberados pelo Fundecam,  fazendo girar mais de R$ 5 milhões.

O senhor tem formação de jornalista e advogado, foi secretário de Comunicação de dois governadores e também vereador em Campos. Como encara o desafio de estar à frente desta importante secretaria da Prefeitura de Campos?

Eu me sinto honrado e grato pela oportunidade que me foi dada pelo prefeito Wladimir Garotinho de poder contribuir numa pasta tão estratégica para o presente e o futuro de Campos, que é um município de grandes potenciais no agronegócio, indústria, comércio, serviços e turismo. Nosso maior desafio será potencializá-los para que se transformem em emprego, renda e qualidade de vida para nossa população. Mas sei que ninguém faz nada sozinho. Pretendo promover um amplo debate com a sociedade civil, classe política, setor produtivo e instituições de ensino superior. A partir daí, será possível construir um plano estratégico sustentável que oriente os passos que poderemos tomar a curto, médio e longo prazos em todos os segmentos. Precisamos avaliar muito bem onde estamos, para onde vamos e como vamos chegar lá.

O ano de 2023 começa com boas expectativas econômicas para Campos, como a nova usina Paraíso, a reabertura da Schultz, entre outras. O ano se desenha mesmo promissor para nossa economia?

Com certeza. A reabertura da Schultz indica o bom momento que o setor de petróleo e gás vive. Campos tem condições de se tornar protagonista neste segmento ao lado de Macaé, atraindo indústrias e empresas desta cadeia produtiva. Por outro lado, a crescente demanda mundial por fontes limpas e renováveis de energia abre um campo enorme de possibilidades para o município, que voltou a investir na produção de etanol. A reabertura da Usina Paraíso é um sinal claro disso. Também é importante lembrar que, bem próximo de Campos, temos o Porto do Açu, que caminha para se tornar o maior do Brasil. Enquanto agentes públicos, vamos dialogar com as empresas do complexo portuário, construindo pontes para que Campos atraia parte dos investimentos que estão surgindo. Temos condições favoráveis de infraestrutura, incentivos fiscais e um ambiente desburocratizado para a abertura de novos negócios.

O senhor tem um bom relacionamento com o setor empresarial e produtivo em todo o Estado do Rio. Como está a sua agenda para buscar investimentos para Campos?

A agenda está cheia, e vai ficar ainda mais! Há muitas empresas querendo investir na região, apostando nos seus enormes potenciais. Na missão de secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, vou conversar com representantes dos variados segmentos, apresentar as vantagens de se investir em Campos, estreitar laços com potenciais parceiros. No mundo dos negócios, também é importante ouvir e saber entender de que forma podemos nos adequar às necessidades dessas empresas, inclusive com a formação de mão de obra qualificada. Estou certo e confiante de que teremos diálogos muito produtivos, que se traduzirão em bons negócios.

Existe, além de Campos, um entorno que também tem expectativas de crescimento, neste caso, São João da Barra, via Porto do Açu. O senhor vai intensificar a ponte entre as duas prefeituras para um crescimento planejado?

Com certeza, com São João da Barra, São Francisco e todos os municípios da região. Assim como o prefeito Wladimir, entendo que o desenvolvimento deve ser regional. Unidas, Campos e São João da Barra têm um potencial muito maior, não só para atrair novos negócios, mas também para reivindicar importantes obras de infraestrutura, como a nova estrada de acesso ao Porto do Açu, o contorno de Campos e a construção do ramal da ferrovia EF-118, ligando o litoral sanjoanense aos principais polos econômicos do Brasil. O crescimento do Porto do Açu é muito importante para Campos, por ser a cidade de grande porte mais próxima. Além de fomentar o setor de serviços, temos em vista a construção de uma Zona Especial de Negócios, a construção do Centro Regional Integrado de Pesquisa, Tecnologia e Inovação (Universidade da Baixada Campista) em Baixa Grande, e muitos projetos em parceria com o Governo do Estado.

Como o senhor pretende aumentar ainda mais essa sensação saudável de ambientes de negócios no município?

Mostrando o nosso potencial. Na retomada da economia brasileira pós-pandemia, Campos ocupa um papel de destaque por ser um município com excelente infraestrutura, facilidades logísticas e mão de obra qualificada. Numa grande parceria do prefeito Wladimir com o governador Cláudio Castro, as obras de infraestrutura estão acontecendo em toda parte. Os programas sociais foram retomados e ampliados. Vencida a primeira etapa, agora nosso compromisso é atrair novos investimentos, fortalecendo a economia para diminuir a dependência dos royalties. Não falo apenas em negócios de grande porte, mas também de um apoio cada vez maior aos MEIs, micro e pequenos empresários, que são a principal força geradora de empregos no país. Naturalmente, sem esquecer de todos os segmentos que já estão instalados aqui e que acreditam no nosso potencial.

O crédito para os microempresários através do Fundecam vai continuar?

Sim. Foram 593 projetos liberados pelo Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam) e quase 5 milhões de reais destinados para os empreendedores. Agora, numa parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, será lançado o FUNDEAGRO, que vai emprestar dinheiro para atender à agricultura familiar, pequenos e médios produtores. O desenvolvimento econômico passa pela agricultura que, vale ressaltar, nunca recebeu tanto investimento como no governo do Wladimir. Este ano, a agricultura terá o maior orçamento da sua história. O governo municipal recuperou mais de 800km de estradas, colocou em funcionamento novas patrulhas mecanizadas. Este ano, serão recuperadas e construídas mais de 30 pontes na área rural. Uma verdadeira revolução.

Existem recursos de diversas ordens disponíveis na esfera federal para investimento em fomentos. O senhor tem focado nisso?

Sim. Aliás, este foi um dos pedidos feitos pelo prefeito Wladimir, que, quando foi deputado federal, manteve um excelente diálogo com parlamentares de todas as correntes políticas, e que continua como prefeito de Campos. Graças a esse bom relacionamento, o município foi beneficiado com milhões de reais em verbas que foram ou estão sendo utilizadas em benefícios para a população. Vou focar em projetos importantes para alavancar a economia. Mas, como já disse, primeiro traçaremos um diagnóstico mais detalhado para a elaboração de um plano estratégico. Porque o desenvolvimento econômico só acontecerá plenamente quando os diversos setores atuarem em sinergia e com um planejamento a curto, médio e longo prazos. Com bons projetos e uma linha de ação bem definida, os recursos virão.

Sua pasta também contempla o Turismo. Como o senhor avalia o potencial turístico de Campos?

Olha, o turismo é tão importante que deve ser cuidado por uma secretaria própria. Campos é um município com características muito diversas. Temos as praias, as lagoas, cachoeiras, o turismo rural, um rico patrimônio cultural e tradições seculares, como a Festa de Santo Amaro. Além de todas essas maravilhas, o município conta com excelentes opções gastronômicas e de hospedagem, além de uma excelente rede de serviços. Há potencial turístico. Cabe a nós divulgá-lo de todas as maneiras possíveis, fomentando a criação de roteiros. Já existe, inclusive, a Rota Caminhos do Açúcar, que contempla o turismo regional e já conta com recursos para sua implantação. Vejo com otimismo o desenvolvimento do turismo – em especial, o de curta distância, atraindo visitantes dos estados do Rio, Minas Gerais e Espírito Santo. Não é demais lembrar que o turismo é um dos principais segmentos da economia mundial, ao lado do setor de óleo & gás. E com a vantagem de ser sustentável e gerar muitos empregos locais. Vamos seguir neste caminho.

Há quem diga, pelo seu perfil diplomático, que o senhor seria um embaixador para atrair bons negócios para a economia de Campos. Esse perfil está correto?

Embaixador? Menos, menos… (risos), você é muito gentil. O que posso prometer é meu total empenho para dialogar com o setor produtivo. Nos anos que tive de experiência no Governo do Estado, Prefeitura de Campos e Câmara Municipal, visitei vários lugares. Fiz muitos amigos. Também conheci excelentes projetos que são perfeitamente viáveis em Campos. Ao mesmo tempo, sou um apaixonado por esta cidade, que me acolheu com tanto carinho e onde construí minha vida. Levo essa paixão por Campos aonde vou. Na condição de secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, será um enorme prazer falar sobre os potenciais de Campos, que são muitos. Acredito que teremos bons resultados.

É fato que o senhor acompanha detalhes do segmento de petróleo, gás e energia e que quer aumentar o protagonismo de Campos nesta área?

Sim. A decisão do prefeito Wladimir de recriar a Secretaria de Petróleo e Gás foi muito importante e, você sabe, Campos tem um potencial gigantesco para geração de energia, que vai muito além do petróleo e do gás. A exigência mundial cada vez maior por energias limpas e renováveis nos abre uma porta para grandes oportunidades, como a geração de energia eólica e solar, o etanol e o plantio de oleaginosas para produção de biodiesel. Temos terras em abundância e um polo universitário pujante, que pode trabalhar ainda mais em parceria com o poder público e a iniciativa privada em projetos desta natureza. É claro, não vamos abrir mão da cadeia produtiva de petróleo e gás. Vamos conversar com as empresas do setor, apresentando as vantagens logísticas de se instalar em Campos.

O NABALANCANF APENAS REPOSTA A NOTÍCIA QUE SE FEZ PÚBLICA SEM TECER QUALQUER COMENTÁRIO A RESPEITO DA MATÉRIA OU SE RESPONSABILIZAR PELA MESMA. TEM O CUNHO MERAMENTE INFORMATIVO.
Via
POR ALOYSIO BALBI
Fonte
JORNAL TERCEIRA VIA

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