InspirAÇÕES: Servidora encontra propósito em projeto ambiental

Vanessa Hatayama criou o projeto Lixo do Bem.

Vanessa de Azevedo Hatayama ingressou no Judiciário paulista como escrevente técnico judiciário, em 2010. Durante esse período, passou pela Vara de Violência Doméstica Central da Capital e 2ª Vara Criminal de Guarulhos. Hoje, aos 41 anos, a psicanalista e educadora ambiental atua no Juizado Especial Cível do Fórum Regional do Tatuapé e utiliza parte do tempo livre para se dedicar ao projeto Lixo do Bem. “A ideia surgiu durante a pandemia, por meio de uma ação cujo objetivo era auxiliar os catadores no período de isolamento”, explica a retratada no InspirAÇÕES deste mês. O projeto ganhou fôlego e hoje reúne diversas iniciativas voltadas ao meio ambiente e à coletividade.
A servidora conta que o Lixo do Bem é construído cotidianamente a partir de demandas variadas. “Tenho foco em ensinar educação ambiental, mas não me restrinjo, porque entendo que, se estou enxergando determinada necessidade, preciso resolvê-la de alguma forma”, explica. É nesse sentido que as ações desenvolvidas vão de arrecadação de alimentos a palestras e oficinas para condomínios, empresas, escolas e organizações não governamentais.
Antes da formalização da iniciativa, Vanessa já possuía olhar atento às questões ambientais, mas foi após realizar um curso sobre o assunto, em 2019, que decidiu adquirir sua primeira composteira. Desde então, já realizou a compostagem de mais de uma tonelada de resíduos, transformando-os em adubo para as plantas. “Para mim, esse processo tem ação terapêutica, já que ao observar o processo lento e gradativo pelo qual a natureza transforma lixo em vida nova, reaprendi conexões e caminhos interiores importantes para o equilíbrio”, sintetiza. Em 2021, criou o projeto, e, com a participação do marido e dos filhos, ajudou também no reaproveitamento de mais de 15 mil caixas Tetra Pak e no descarte correto de 20kg de pilhas e medicamentos, evitando a contaminação de água. De acordo com a servidora, essas ações são baseadas no conceito de lixo zero e na ideia de que todos os resíduos podem ser destinados corretamente, reduzindo os danos ambientais e melhorando a qualidade de vida da população.
O interesse pelo assunto e a vontade de fazer a diferença fizeram com que a servidora incentivasse os colegas de trabalho a colaborarem com ações de arrecadação de materiais como embalagens de plástico, pilhas e medicamentos. Ela resolveu, inclusive, estudar a gestão de resíduos sólidos no Fórum Regional do Tatuapé para o trabalho de conclusão de um curso que realizou sobre o tema. “Verifiquei que o TJ já instituiu a separação de resíduos sólidos, como determina a Política Nacional – Lei 12.305/10”, analisou. Posteriormente, motivada pelo impacto ambiental positivo que as ações coletivas podem gerar, ela passou a enviar sugestões para os setores responsáveis pelo assunto na instituição.
Além das preocupações com o meio ambiente e as ações realizadas, Vanessa salienta que o trabalho ambiental a ajudou a enxergar a vida pessoal e profissional de outra maneira. “O projeto trouxe um propósito de vida, ampliou minha percepção sobre o agora e o sentimento de pertencimento e gratidão, inclusive com o trabalho. Hoje, consigo me dedicar às coisas que gosto em equilíbrio com o trabalho e a família, entendendo que tudo pode coabitar”, completa.

Comunicação Social TJSP – BC (texto) / AD (arte)
imprensatj@tjsp.jus.br

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Fonte
TJSP

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