Feminicídio no Riacho Fundo: acusado de matar professora é condenado a 29 anos de prisão

A Vara Criminal e do Tribunal do Júri do Riacho Fundo condenou Alexandre Ribeiro a 29 anos e 2 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio e furto, praticado contra a sua namorada. O réu não poderá recorrer em liberdade.

De acordo com a denúncia, no dia 12 de dezembro de 2022, no Riacho Fundo, o acusado praticou o crime de feminicídio contra a companheira. Consta no processo que, entre junho e julho de 2022, autor e vítima começaram relacionamento amoroso e, no dia do fato, o agressor teria acessado o celular da vítima e, após isso, passou a acusá-la de traição. Com medo, a vítima se trancou em um quarto com seu filho de 12 anos de idade, ocasião em que o réu invadiu o cômodo e golpeou a vítima.

A vítima chegou a receber auxílio de vizinhos e atendimento do SAMU, porém não resistiu ao ferimento e morreu. Após o crime, o réu ainda furtou o veículo e objetos pertencentes à vítima e fugiu do local. A prisão de Alexandre ocorreu dois dias após o crime, na cidade do Rio de Janeiro, em virtude de mandado de prisão expedido pela Justiça do DF.

O júri decidiu condenar o réu pelos crimes de feminicídio e de furto. Ao estabelecer a pena, o magistrado explicou que o crime foi cometido com recurso de que dificultou a defesa da vítima, por motivo torpe e na presença do filho. O Juiz também destacou o fato de a vítima ter deixado dois filhos, sem amparo materno, e que “a reprovabilidade da conduta é grave”, uma vez que o crime foi cometido na presença do filho menor de idade.

Por fim, o magistrado pontua que “a segregação cautelar deve ser mantida”, pois o acusado foi condenado pelos crimes descritos na denúncia “não havendo dúvida sobre materialidade e autoria”, concluiu.

Cabe recurso da decisão.

Acesse o PJe e confira o processo:  0708975-78.2022.8.07.0017

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Fonte
TJDFT

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