Entrega legal para adoção é opção da mãe que pode fazer alegria de família habilitadas

“Foi um longo caminho, difícil e doloroso, mas agora com nossa filha, digo que tudo valeu a pena”, comemora a mãe com a pequena nos braços.
Habilitados no Cadastro Nacional de Adoção desde 2016, ela e o marido, ambos de Joinville,  tinham o desejo de serem pais de um bebê recém-nascido, um sonho distante pois a espera, para este perfil, costuma ser de oito anos na realidade da maior cidade do estado.

A mãe recorda ainda da expectativa até ser contactada pela equipe forense com a melhor de todas as notícias. “Estávamos de férias mas não agendamos viajem pois pressentia que ela em breve chegaria. E no último dia de descanso recebemos uma mensagem do fórum dizendo que nossa filha estava lá. Meu coração ”quase saiu fora do peito”. Eu e meu marido nos abraçamos e choramos de alegria”, relembra.

A adoção foi viabilizada graças a uma “Entrega Legal para Adoção”. Embora essa seja uma prática incluída no ECA pela lei 13509/2017, já frequente na comarca, foi observado um aumento das entregas no último ano. Em outubro do ano passado o PJSC  lançou um Programa por meio de um protocolo unificado que visa assegurar um atendimento humanizado de acolhimento à gestante ou parturiente que manifeste interesse em entregar seu filho para a adoção, com atendimento e escuta a estas mulheres que se encontram em um dos momentos mais sensíveis de suas vidas, muitas vezes vivendo em situações de vulnerabilidade, com problemas financeiros, mas que acima de tudo reconhecem a falta de condições para manterem uma criança e então proporcionam a elas a chance de um futuro diferente.

“O projeto “Entrega Legal”, regrado pela Corregedoria, já era adotado na Vara da Infância de Joinville, nos mesmos moldes, e ainda que de maneira simplificada, com a atuação do Setor Psicossocial Forense e da Maternidade Darcy Vargas. Sempre teve bons resultados e possibilitou [e possibilita] que o número de adoções seja incrementado de forma considerável. Além de humanizar a “entrega”, serve também para desmistificar a crença de que entregar uma criança para adoção é um “crime”. Muito pelo contrário, é um ato de amor extremo [por parte da mãe /pais] e que dá extrema segurança a todos os envolvidos [principalmente aos adotantes], destaca o juiz Márcio Rene Rocha, titular da Vara da Infância e Juventude da comarca de Joinville.

A assistente social Julia Cristina Vincenzi, que atua naquela unidade, conta que ano passado foram 15 processos de entrega voluntária e 13 bebês encaminhados à adoção. E só em janeiro deste ano já foram iniciados cinco processos de entrega voluntária.

“As/os genitoras/es são atendidos por profissional da Vara da Infância (psicólogo ou assistente social) desde a manifestação para entrega até o nascimento da criança, quando então é agendada uma audiência para sua oitiva. Confirmada sua decisão e passado o prazo processual, a criança é encaminhada para nova família”, explica.

E nesta hora, na finalização do ciclo, onde o bem-estar da criança é o centro de tudo, e o respeito e o acolhimento à mãe que acabou de entregar seu filho a uma nova família é o ponto de partida, o sentimento é de gratidão, garante a experiente profissional.

“A Entrega Legal para Adoção é muito importante para todos, tanto para crianças como pra nós famílias que estamos aguardando há tanto tempo na fila”, frisa a adotante. A criança, resume, mudou tudo na vida da família. “Hoje tudo é em função dela. E já pensamos em aumentar a família com nova adoção”, afirma a mãe do coração.

Imagens: Divulgação/Pexels
Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI
Responsável: Ângelo Medeiros – Reg. Prof.: SC00445(JP)
O NABALANCANF APENAS REPOSTA A NOTÍCIA QUE SE FEZ PÚBLICA SEM TECER QUALQUER COMENTÁRIO A RESPEITO DA MATÉRIA OU SE RESPONSABILIZAR PELA MESMA. TEM O CUNHO MERAMENTE INFORMATIVO.
Fonte
TJSC

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