Em live, presidente do TJRJ fala de sistema Eproc, uso de IA no Judiciário e novos computadores

Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 07/02/2024 08:40

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, garantiu, nesta terça-feira (6/2), a total substituição, e consequente modernização, dos computadores utilizados no Judiciário fluminense. A informação foi anunciada durante live sobre as recentes inovações tecnológicas, transmitida pelo canal oficial do TJRJ no Youtube e Instagram. O evento também contou com a participação do juiz auxiliar da Presidência Alberto Republicano.

A iniciativa visa contribuir com maior celeridade na tramitação dos processos.

Durante a live, os magistrados esclareceram dúvidas dos espectadores a respeito do Eproc, novo sistema para tramitação de processos que será utilizado pelo TJ em substituição ao PJe.

O juiz Alberto Republicano informou que, antes da implantação do novo sistema, haverá uma intensa capacitação de magistrados e servidores. Para isso, a atual Administração realizou parceria com a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), com a Escola de Administração Judiciária (Esaj) e a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).

“Temos que aprender com os erros e aprimorarmos o que deu certo. Faremos treinamentos presenciais com magistrados e servidores e contaremos com a presença de equipes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que possui expertise no sistema. A ideia é iniciar na Execução Fiscal, uma vez que os processos de dívida ativa compõem mais de 50% do nosso acervo. E também nos juizados criminais, pois precisamos promover a integração do Eproc com os sistemas do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Polícia Civil, da OAB.”

Durante a live, o presidente do TJ também destacou que a modernização tecnológica do Judiciário fluminense sempre foi um de seus principais objetivos. Ele considera que o tribunal estava atrasado nesse quesito, uma vez que, nos últimos anos, enfrentou a grave crise financeira do Estado do Rio e, posteriormente, a pandemia. Para o presidente Ricardo Cardozo, os avanços tecnológicos não devem ser temidos.

“A tecnologia vem para auxiliar e não para substituir o homem. A pessoa sempre será a protagonista. A atuação do juiz, do servidor, sempre será fundamental. Às vezes, por exemplo, o juiz deve interpretar a lei para encontrar a solução mais justa. Isso depende da sensibilidade do magistrado. É um outro mundo que está conosco, não há mais como voltar e temos que nos acostumar e nos adaptar”.

“O desembargador Ricardo nos trouxe uma função importante. Primeiro criar uma equipe de inteligência artificial, que o tribunal não tinha. A partir da equipe, o presidente nos pediu uma ferramenta para auxiliar os juízes na elaboração de minutas de sentença e outra para auxiliar os desembargadores na análise de recurso. A partir daí a nossa ideia é usar a IA no auxílio das atividades cartorárias. Dessa forma, o juiz poderá, por exemplo, proferir a sentença de forma mais célere. É um ganho de produtividade muito grande”, acrescentou o juiz.

Na transmissão, o presidente Ricardo Cardozo também destacou a criação de espaços de inclusão digital, para pessoas que não tenham acesso facilitado a computadores.

“Estamos estabelecendo convênio com municípios para instalação desses locais. A Justiça trabalha para se tornar mais acessível a todos. Essa questão é uma grande preocupação minha, a ponto de ter criado uma Secretaria Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social e um laboratório de inovação”, finalizou.

A live, apresentada pelo assessor de imprensa Felipe Barreto, foi uma iniciativa da Assessoria Especial de Imprensa, por meio do Serviço de Redes Sociais, do Departamento de Comunicação Externa, com colaboração dos departamentos de Segurança Eletrônica, Telecomunicações, e de Comunicação Interna.

MG/FS/MB

Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ

O NABALANCANF APENAS REPOSTA A NOTÍCIA QUE SE FEZ PÚBLICA SEM TECER QUALQUER COMENTÁRIO A RESPEITO DA MATÉRIA OU SE RESPONSABILIZAR PELA MESMA. TEM O CUNHO MERAMENTE INFORMATIVO.
Fonte
TJRJ

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