‘CONVERSAS NO MUSEU’ DEBATE HUMOR COMO INSTRUMENTO DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Todos já ouviram a famosa máxima: “rir é o melhor remédio”. Nesse sentido, a possibilidade de se usar o humor como instrumento de cura e de superação da violência doméstica foi debatida na tarde desta terça-feira (18/07), durante a edição do “Conversas no Museu – o papel do Direito na defesa das minorias sociais”. O evento teve como convidada a atriz, palhaça e dramaturga Karla Concá e foi apresentado pela psicóloga Maria Augusta Fischer.

Em sua fala, Maria Augusta apresentou o conceito de violência doméstica, os ciclos da violência e a rede de apoio às mulheres vítimas.

“De acordo com a Convenção de Belém do Pará, violência é qualquer ação ou conduta baseada no gênero, que cause dano físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público quanto privado. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que, a cada quatro minutos, uma mulher é agredida dentro de seu próprio lar. Em 90% dos casos, o parceiro é o responsável pela agressão. O Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking de feminicídio. Os números são chocantes. E esse fenômeno acontece em todas as classes sociais”, declarou.

Karla Concá, que também é cofundadora de “As Marias da Graça”, o primeiro grupo de mulheres palhaças do Brasil, acredita que o riso pode ser um instrumento de enfrentamento da violência de gênero.

“Rir é resistência. Quando alguém ri, está também refletindo. O humor é um lugar de reflexão e descanso”.

A atriz explicou que o grupo “As Marias da Graça” realiza um projeto que ensina a técnica de palhaçaria como forma de recuperar a autoestima e confiança das vítimas de violência.

“A mulher passa a entender que é capaz de rir. É o riso que acolhe. É importante dizer que o riso não é um desrespeito à dor. É alívio, é cura”, disse.

Ao final, a plateia fez perguntas para a convidada. O evento foi realizado na Sala Multiuso, do Museu da Justiça do Rio. O objetivo do “Conversas no Museu” é promover um espaço de diálogo, aproximação e conscientização, por meio de encontros lúdicos e conteúdos didáticos, sobre temas relacionados às minorias sociais.

MG/FS

Foto: Felipe Cavalcanti/ TJRJ

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TJRJ

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