Mostra do Centro Cultural usa cinema para discutir desafios do Tribunal do Júri

Uma acusação de homicídio, 12 jurados e o desafio de chegar a uma decisão diante das dúvidas sobre as provas. Esse é o ponto de partida de “12 Homens e uma Sentença”, filme que abriu, nesta sexta-feira, 2 de outubro, a mostra de filmes sobre o Tribunal do Júri, promovida pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

A sessão contou com uma conversa sobre aspectos do filme e questões relacionadas ao Tribunal do Júri com a juíza auxiliar da 2ª Vice-Presidência Daniela Bandeira e o advogado Ronny Nunes no Espaço Cultura na Justiça do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro.

Lançado em 1957 e dirigido por Sidney Lumet, o longa acompanha um grupo de jurados reunido para decidir o destino de um jovem acusado de matar o próprio pai. Inicialmente, a maioria considera o caso encerrado e a condenação como certa. Um dos jurados, porém, questiona as provas apresentadas e propõe que o grupo examine novamente os elementos do processo. A partir daí, o filme expõe os conflitos e argumentos que emergem durante a busca por uma decisão.

Psicologia e julgamento 

A juíza Daniela Bandeira destacou a dimensão psicológica do ato de julgar, explorada pela perspectiva dos jurados ao longo do filme.

“O filme traz uma série de reflexões no âmbito das ciências humanas e nos possibilita fazer uma leitura não só jurídica, mas também de outras áreas do conhecimento, como Sociologia, Psicologia e comportamento humano”, afirmou.

       Juíza Daniela Bandeira e o advogado Ronny Nunes debatem após a exibição do filme
A proposta da mostra é utilizar o cinema como ponto de partida para debater o Tribunal do Júri, a atuação dos profissionais do Direito e as questões jurídicas e sociais presentes nas obras selecionadas.

O advogado Ronny Nunes ressaltou que o filme é uma referência constante nas aulas que ministra na Universidade Federal Fluminense (UFF) e que, a cada vez que o assiste, identifica novos pontos relevantes, como os jurados como metáfora de dificuldades ou virtudes humanas.

“Esse filme atravessa todas as virtudes da função de julgar. Quando digo julgar, me refiro também ao ato de julgar que todos nós, como cidadãos, participando ou não de um ato de Justiça, fazemos no nosso dia a dia”, completou.

VS/SF

Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ

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Fonte
TJRJ

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