Na abertura da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira (11), a ministra Cármen Lúcia lembrou os cinco anos da criação, pela Organização das Nações Unidas (ONU), do Dia Internacional da Mulher Magistrada, celebrado em 10 de março. A ministra, única mulher na composição atual da Corte, ressaltou a importância da data para reconhecer a atuação das mulheres no Judiciário e reforçar a necessidade de igualdade de condições entre homens e mulheres na carreira.
Segundo Cármen Lúcia, apesar de avanços, ainda há desafios para garantir plenamente o direito à dignidade e à igualdade. Ela observou que juízas muitas vezes enfrentam dificuldades adicionais na trajetória profissional, relacionadas à dupla jornada e a responsabilidades familiares. “As condições das mulheres e dos homens são muito diferentes”, afirmou.
Igualdade e enfrentamento da violência
A ministra também mencionou episódios de hostilidade contra magistradas e destacou que discursos de ódio contra juízas podem ser mais frequentes do que contra homens. Defendeu ainda uma transformação na sociedade para enfrentar a violência contra mulheres.
Ao ressaltar a contribuição feminina na magistratura, citou como exemplo a atuação de juízas em varas de violência doméstica e da infância, que muitas vezes demonstram cuidado adicional com as vítimas durante as audiências. Para ela, esse compromisso representa “um diferencial de humanidade”.
(Jorge Macedo//CF)
