Dando sequência as atividades do evento “Alternativas Sustentáveis”, a Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reuniu nesta quinta-feira, 15 de outubro, representantes dos setores de Engenharia e Logística para apresentar o panorama institucional de sustentabilidade.
O objetivo principal do encontro foi alinhar, junto aos síndicos das comarcas, as ações realizadas e planejadas pela SGSUS. Os síndicos são representantes dos fóruns ao redor do estado, responsáveis por tratar de questões administrativas como o consumo de água e energia elétrica nas unidades.
A apresentação foi iniciada pelo diretor do Departamento de Sustentabilidade (Desus), Luiz Felipe Fleury, que destacou a importância de estabelecer um relacionamento próximo para que as decisões tomadas no Fórum Central cheguem até as comarcas.
“Nós temos uma prática de aproximar o síndico da capital, porque às vezes eles sentem muita falta do que acontece aqui. Nós tratamos muitas questões e criamos projetos, então nosso objetivo é trazer o síndico para cá, junto da gente, e possibilitar essa participação”, afirmou.
Entre os assuntos abordados, um dos destaques foi a Resolução 646/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que cria um protocolo de crise socioambiental e determina que cada Tribunal estabeleça seu próprio plano de ação, com foco na proteção dos indivíduos e na continuidade da prestação jurisdicional em situações de emergência.
Fleury também ressaltou a construção coletiva entre diferentes áreas do TJRJ na conclusão dessa tarefa. “Nosso protocolo é trabalhado juntamente com todas as nossas unidades. É um plano de ação que não é imutável, não é engessado. À medida em que vamos aprendendo com os eventos climáticos, vamos trabalhar para melhorar e aprimorar sempre esse plano”, concluiu.
A palestra seguiu com a participação do especialista em descarbonização e sustentabilidade do Desus, Felipe Dutra, que apresentou ao público o inventário de emissão de gases de efeito estufa do Tribunal de Justiça, explicando as origens dessas emissões e a importância de seu acompanhamento para alcançar a meta de neutralização de carbono estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça até o ano de 2030.
Em seguida, o diretor da Divisão de Controle Ambiental (Dicam), Leonardo Rossi, enfatizou o apoio dos síndicos no envio de informações e nas ações de melhoria. Ele também compartilhou o exemplo de iniciativas realizadas no Fórum Central, como o processo de compostagem feito a partir da borra de café descartada pelas copas do TJRJ, que retorna como adubo para as equipes de jardinagem.
PB/IA
Foto: Rafael Oliveira/TJRJ