Evento Literarius explora relevância de clássicos da Roma Antiga

O Observatório de Pesquisas Felippe de Miranda Rosa (OPFMR), vinculado ao Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ), realizou, na manhã desta terça-feira, 3 de março, a 4ª edição do programa Literarius, iniciativa que propõe o diálogo entre Direito, lógica científica e literatura clássica. Com o tema “Roma (séc. II – III): Humor, Crítica e Fantasia nas obras de Apuleio e Luciano”, o encontro reuniu especialistas para refletir sobre a permanência e atualidade dos autores antigos.

Realizado no auditório da Mútua dos Magistrados, o evento contou com a participação do desembargador e professor Carlos Gustavo Direito, da professora associada de Língua e Literatura Grega da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tatiana Ribeiro e do professor do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas da Universidade de Brasília (UnB), Gilson Charles dos Santos. A proposta foi revisitar as obras e trajetórias de Apuleio e Luciano de Samósata, autores que, a partir do humor e da crítica, construíram retratos agudos de sua época e que continuam a dialogar com questões contemporâneas.

A partir disso, ao destacar a relevância da leitura dos clássicos, o desembargador Direito ressaltou a permanência da experiência humana ao longo dos séculos. “Por que ainda é interessante ler e estudar os autores antigos? Porque a natureza humana não mudou, ela é a mesma. Recentemente, nós lemos nas páginas dos jornais verdadeiras tragédias, tragédias gregas. Só que, agora, nós estamos vendo com um olhar do século XXI”, completou o magistrado.

A obra de Apuleio foi analisada sob os vieses literário e jurídico. Nascido na Numídia (atual Argélia), o filósofo platônico é autor de O Asno de Ouro, único romance latino preservado integralmente, e da Apologia, discurso proferido ao se defender da acusação de feitiçaria. Segundo o professor Gilson Charles dos Santos, sua relevância vai além da literatura. “Com Apuleio, a gente tem, ali, um testemunho pertencente ao direito romano antigo, propriamente dito, sobre como práticas mágicas e cultos não oficiais eram criminalizados e sobre como a filosofia entra como argumento jurídico”, afirmou o professor

Já Luciano de Samósata, escritor sírio que produziu em grego durante o auge do Império Romano, foi apresentado como um dos grandes nomes da sátira antiga. Expoente da chamada Segunda Sofística, destacou-se por seus diálogos marcados pelo tom irônico e pela crítica à superstição, à hipocrisia e aos costumes sociais.

VM/ SF

Fotos: Felipe Cavalcanti / TJRJ

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TJRJ

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