‘Observatório em Diálogo’ debate sobre geopolítica mundial e os efeitos para o Brasil

O Brasil e a geopolítica contemporânea foram tema da 4ª edição do programa ‘Observatório em Diálogo’. O debate ocorreu na quinta-feira, 18 de setembro, na Sala Multiuso do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro, e contou com a participação do professor Elias Jabbour e da pesquisadora Roberta Lima. O evento foi promovido pelo Observatório de Pesquisas Felippe de Miranda Rosa do Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ).

A atuação pública e intelectual do professor Elias Jabbour percorreu o cenário geopolítico contemporâneo mundial e do Brasil, analisando os inúmeros desafios à soberania e ao desenvolvimento econômico e social do país. O docente também abordou o avanço econômico e desenvolvimento estratégico da China e o socialismo do século XXI.

O diretor do Observatório de Pesquisas Felippe de Miranda Rosa, Luã Jung, destacou o papel do órgão como espaço de diálogo sobre temas relacionados à história, antropologia, política e meio ambiente.

“O mundo foi, em alguma medida, influenciado pela ideologia dominante surgida nos anos 90: a queda do Muro de Berlim e a democracia liberal se universalizando, por exemplo. Ao longo do tempo, o discurso do liberalismo econômico se mostrou frágil. Hoje, pelas grandes potências mundiais, vemos a reafirmação do discurso nacionalista, o fechamento de fronteiras e os conflitos que ameaçam a soberania, outro termo muito em voga no Brasil”, refletiu Luã sobre a situação atual do planeta.

Já o historiador Elias Jabbour analisou o desenvolvimento histórico e os desafios atuais do Brasil.

“O país se industrializou sem reforma agrária. Esse processo gerou uma crise de superpopulação urbana sem precedentes, que até hoje se reflete em favelas, criminalidade e problemas de urbanização. Apesar disso, somos o quinto maior país em território, já fomos a sétima economia do mundo e desenvolvemos tecnologia própria. O Brasil tem contradições, mas também tem potencial de se afirmar como nação”, destacou.

Segundo Jabbour, o país necessita de ainda mais investimentos estratégicos. “A reconstrução do Brasil passa por ciência, tecnologia, inovação, reindustrialização e políticas que transformem a moeda em instrumento público estratégico, para garantir soberania e desenvolvimento sustentável”, afirmou.

A pesquisadora do observatório, Roberta Lima, abordou como a presença e atuação das big techs no Brasil e no mundo contemporâneo podem influenciar decisões e a opinião da sociedade.

“Há uma ameaça desse poder das big techs hoje para a democracia e para o debate público. Existe, de maneira muito presente, a lógica do engajamento, do discurso de ódio e da desinformação. Tudo isso tem reflexos imensos na esfera política e pública”, completou Roberta.

VS/IA

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ

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TJRJ

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