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CONSEQUÊNCIAS DO INCESTO: A DOENÇA QUE LESIONOU O REI TUTANCÂMON

Análises em sua múmia revelaram as sequelas causadas pelo relacionamento incestuoso dos pais do faraó menino e as possíveis causas de sua precoce morte

Em 1922, a tumba de Tutancâmon, uma das maiores descobertas do século 20, foi encontrada quase intacta pelo egiptólogo britânico Howard Carter. Ao desenterrar o rico mausoléu, uma série de questões sobre o governo do importante faraó e o Egito Antigo no geral começaram a ser respondidas pelos artefatos observados em seu interior.

No entanto, era apenas o começo de uma investigação que perdura até os dias de hoje. A saúde do faraó menino ainda é objeto de estudo de inúmeras pesquisas ao redor do mundo, que tentam entender o que teria causado o definhamento e a morte precoce do importante rei egípcio.

A verdade é que, atualmente, existem algumas narrativas em disputa para decidir o que, de fato, matou Tutancâmon. As décadas de pesquisa e as constantes análises forenses realizadas com a múmia do rei possibilitaram a elaboração de diversas teorias sobre o fim de sua vida.

O que se sabe com certeza é que ele teve diversos problemas de saúde logo no início de sua vida, por algo que ele nem ao menos era responsável. No Egito Antigo, a prática do incesto era muito comum principalmente entre os membros da realeza. Portanto, é muito provável que ele tenha desenvolvido doenças em decorrência disso.

Primeiras análises na múmia

Rosto mumificado do faraó / Crédito: Divulgação

 

A primeira vez que o corpo do faraó menino passou por um processo de escaneamento digital foi em janeiro de 2005, quando a múmia foi removida de seu sarcófago e transcrita por via de 1.700 imagens provenientes de uma tomografia computadorizada. Nesta investigação, o foco foi entender as possíveis causas da morte de Tut.

A tomografia computadorizada obtida naquele exame revelou que o faraó teve uma lesão na perna alguns dias antes de sua morte. Assim, a teoria possível para o óbito foi de que ele pode ter tido complicações infecciosas geradas por uma lesão na perna, durante uma sessão de caça, que o fez contrair malária.

O famoso egiptólogo Zahi Hawass apoia parte dessa hipótese levantada em 2005. Uma análise feita por sua equipe no corpo do faraó obteve novas evidências indicando que, na verdade, Tutancâmon teria morrido devido a uma infecção em sua perna depois de um grave acidente de carruagem.

Fonte
aventurasnahistoria.uol
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